O Caminho do sal é um antigo percurso da época colonial brasileira para o abastecimento de sal.
O Caminho original segue da estrada Velha do Caminho do Mar até Taiaçupeba.
Nós seguimos de Rio Grande da Serra-SP até Jundiapeba (bairro de Mogi das Cruzes).

O tracklog gerado nessa diversão é esse:

Você também pode assistir o vídeo com nossos melhores momentos:

Para assistir a versão estendida que serve como resumo, acesse esse

Relato:

Marcamos o encontro com o pessoal na estação de trem Brás às 6h.
Fomos em 9 pessoas sendo estas Rodrigo (eu), Rosana, Rogério Wagner, Dijalma, Marcelo, Edmar e Jéssica.

Ao chegarmos em Rio Grande da Serra por volta das 7h20 fizemos um rápido café na Padaria Barcelona.
Após isso já começou a 1ª manutenção na bike da Rosana, o guidom não fixava e ficava mole virando de um lado ao outro, Wagner precisou fazer uma “gambiarra” usando uma lata de alumínio para dar o aperto no adaptador do guidom.
Enfim por volta das 7h55 demos início à nossa pedalada.

Durante o percurso cada um foi seguindo no seu ritmo, mas Wagner e Dijalma por serem os mais experientes ficaram no final para orientar e ajudar quem precisasse.

Por volta de 8h20 Rogério e eu paramos para esperar o pessoal, já estávamos muito à frente do grupo e esperamos por quase 10 minutos até que a Rosana apareceu e avisou que precisou parar para arrumar a corrente, ou seja, o 2° pit stop.
Após todos reunidos, seguimos nossa pedalada até Paranapiacaba, resolvemos seguir diretamente pelo asfalto (SP-122) em vez de pegar a estrada de terra que dá acesso à vila pela parte baixa.
Por volta das 9h estávamos no alto próximo à igreja.

Após grupo todo reunido novamente, descemos em direção à vila e paramos na área de quiosques logo após cruzarmos a ponte.
Fizemos mais um dejejum rs, Wagner e Edmar passaram algumas dicas de como agir no terreno de terra que enfrentaríamos logo mais e partimos às 9h40.
Não demora muito e logo chegamos no trecho de subida do Caminho do Sal, é aqui que o percurso por estrada de terra/lama. Não tem como errar aqui, basta ir subindo, subindo, subindo e subindo até chegar no ponto mais alto desse percurso, que no GPS batia os 934 m de altitude.

A estrada não tem bifurcações, mas é preciso tomar cuidado se por acaso choveu dias antes ou um dia antes, pois haverá muita lama e poças de água que podem enganar quanto a profundidade.

Chegando na entrada da Vila de Taquarussu (10h30), paramos para algumas fotos, o trecho passa por dentro da vila e segue estrada abaixo.

Não demora muito e precisamos parar para o 3º pit stop da bike da Rosana, agora precisou ajustar o para-lamas dianteiro que estava muito próximo ao pneu, acumulando lama e travando a rotação.
Pouco mais adiante, outro pit stop, agora era para um raio da bike da Jéssica que havia se soltado.
E mais um logo após… novamente o para-lamas da bike da Rosana, que teve uma correção definitiva desta vez.

Enfim, continuamos rs
A pedalada vai te levar até um local que terá um poste no meio da rua com a placa indicando que o caminho do sal segue em frente, porém há dois caminhos aqui, um para esquerda e outro para a direita, PEGUE à DIREITA (11h30).

Cerca de 2 minutos depois, o caminho te levará a passar por um lago à esquerda que terá troncos atravessados servindo de ponte, é um bom local para uma parada e dar uma refrescada se estiver muito calor.

Continuando o percurso, logo passará por uma propriedade na regão, com sorte encontrará amoras na beira da estrada também.

A partir daqui, preste atenção no percurso, pois cerca de 15 ou 20 minutos de pedalada, terá uma pequena bifurcação à direita em forma de trilha, é aqui deve entrar.

É aqui que a diversão de verdade começa haha, o trajeto segue com muita lama, e muitas poças de água barrenta.
É um festival de tombos, escorregadas e risadas, na minha humilde opinião esse é o trecho que vale a pena no percurso rs.
A Jéssica chegou a afundar metade da bike em uma poça achando que era raza e claro, ajudou a alegrar mais o dia haha.

Fizemos uma parada para um lanche às 12h20.
Por volta das 12h30,no mesmo local do lanche, encontramos um motoqueiro atolado tentando sair da lama, Rogério, Edmar e Marcelo foram ajudar enquanto eu filmava a situação e imaginava o que nos aguardava.

Após esse trecho, inicia-se uma subida por um terreno bem difícil, então foi preciso subir empurrando as bikes em vários momentos.
O Mais estranho foi achar um carro depenado e capotado com sinais de quem havia sido incendiado.
O percurso é tão ruim, que acredito em três possibilidades que quem resolveu seguir com esse carro para lá:
– Ou infelizmente acabou capotando;
– Ou algum maluco resolveu levar o carro naquele local para dar fim nele e receber o seguro;
– Ou simplesmente é produto de roubo, desovaram o carro depenado lá e atearam fogo.

Por volta das 13h30, chegamos à uma estrada de terra em boa conservação, passamos por alguns sítios, até chegar em Quatinga, um bairro já pertencente à Mogi das Cruzes. (13h45)
Fizemos uma parada no bar perto da igreja para tomar um refresco e comer algo antes de prosseguirmos nossa pedalada.
Pegamos algumas dicas de trajeto com um morador local e seguimos a estrada (SP-043) à esquerda de quem está no bar olhando para a igreja.

Basta pedalar até chegar numa rotatória, nela siga à direita na Estrada Missao Kinoshita.
Após uma leve subida, logo chegará à uma boa descida que emendará com a rotatória de acesso à SP-039 ou Estrada das Lavrinhas, pegue à esquerda nessa estrada.
Deste trecho até nosso destino final ainda tínhamos 13km à percorrer.
Após 4km, passamos pelo canal de ligação dos reservatórios Jundiaí e Taiaçupeba (pertencente ao sistema de abastecimento Alto Tietê).
Haviam pessoas pescando nas margens desse canal.

Seguindo a estrada, às 14h50 chegamos em um trecho aberto, onde era possível ver a represa de Taiaçupeba/ Alto Tietê, com um nível assustadoramente baixo, era possível ver trechos que se tornaram pastos, mas que antes eram alagados.

Por volta das 15h10, fizemos uma nova parada, agora em um Rancho da Pamonha, ou seja, nossa 4ª parada para comer, nunca comi tanto em uma trilha ou percurso de bike, mas valeu a pena, tomei dois belos sucos de milho verde geladinho que estavam uma delícia.
Fica aí a dica de parada nesse local, vale a pena.
Após saída do rancho da Pamonha, inicia-se um trecho de subida, ao longo do caminho é possível avistar um templo budista sendo construído (Templo Honpa Hongwanji de Mogi das Cruzes), fica ao lado de torres de transmissão de energia.

Nesse trecho a estrada passa a ser chamada de Engenheiro Cândido R. Chaves.
Daqui em diante não tem erro, basta seguir a estrada.
Vai chegar num ponto alto da estrada que haverá uma descida muito boa para descer na banguela.
Segui pedalando forte até a pedalada não responder e a bike começar a tripidar rs, pensei comigo mesmo que devia ter ultrapassado os 60km/h, mas após chegar em casa e chegar os dados do GPS, eu havia atingido 72km/h.

Após esse trecho de descida, chegamos ao perímetro urbano de Jundiapeba.
Não tem erro, basta continuar seguindo em frente até que o trajeto se divida em Y, então siga à direita pois a esquerda é contra mão e logo chegará à estação de Jundiapeba.
Chegamos lá por volta das 15h55, totalizando então 8h de percurso.

#Dicas:
– Vá com um certo preparo físico, se você já pedala habitualmente, então será bem tranquilo.

– Cuidado com os trechos de lama e poças de água, se não você irá alegrar seus amigos com tombos e mergulhos desnecessários.

– Use protetor solar e hidrate-se sempre

– Sempre haverá um local para parada em trechos urbanos, sendo os melhores em Quatinga e o Rancho da Pamonha na SP-039 próximo à represa de Taiaçupeba / Alto Tietê.

– Se puder passar no posto de gasolina para dar uma lavada na bike é bom, pois podem pegar no seu pé ao entrar na estação de trem com as bikes sujas de lama. Não tivemos a sorte no posto de gasolina, pois estavam sem água e por sorte na estação de trem não fomos barrados.


Avatar

Rodrigo Hortenciano

Designer gráfico, com MBA em Marketing, atuando atualmente com como analista de mídias sociais. Sempre que possível gosto de fazer uma trilha, acampar, ou viajar para algum lugar longe da muvuca e geralmente gastando bem pouco ;)

4 comentários

Avatar

willian · 25 setembro, 2017 às 10:56

excelente relato, suas informações foram claras e precisas.
muito obrigado pelas dicas

    Avatar

    Rodrigo · 25 setembro, 2017 às 11:57

    Valeu Willian pelo comentário!
    Espero que faça esse trajeto!
    Vale a pena!

    Abraços

Avatar

Monique · 18 julho, 2016 às 2:44

Como vcs voltaram para São Paulo?

    Avatar

    Rodrigo · 18 julho, 2016 às 8:44

    Olá Monique !
    Tudo bem?

    Embarcamos no trem de Jundiapeba com destino a estação da Luz.

    Abraços

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *