Ir para a Chapada Diamantina e não conhecer a rota turística? Você pode se arrepender!
Tem muita beleza que precisa se conhecida e boa parte, dá para visitar em apenas um dia.

Foi pensando nisso que resolvi escrever esse post a parte, pois a Chapada Diamantina oferece tanto percursos para trekkings como passeios para toda a família, que podem ser feitos de carro.

Esse post foca mais na região norte da Chapada Diamantina, pois não chegamos a visitar Igatu ou Mucugê, mas isso não quer dizer que você deva se prender a esse post e seguir apenas esse roteiro.

Esse foi o trajeto que fizemos, dentro do tempo que havíamos planejado ficar pela Chapada, então não deixe de conhecer a região sul, que oferece muita diversidade de passeios!

Caso queira ver mais fotos dos passeios, acesse nosso álbum no flickr!


Após Rosana e eu termos começado nossa jornada em Lençóis, numa caminhada cansativa e com trechos de “trepa pedra”, para o Vale do Capão, pela Serra do Macaco e depois de termos realizado o trekking do Vale do Pati por mais quatro dias, agora é hora de relaxarmos, fazendo passeios de turista pela Chapada Diamantina. 🙂

No dia 12 de Janeiro de 2017, estávamos no Camping Diamantino em Andaraí, Rosana e eu resolvemos ir visitar o Poço Azul.

Fomos até o centrinho de Andaraí, mais precisamente em frente à “Padaria e Mercadinho Oliveira”, onde encontram-se vários moto-táxis, e lá fechamos um valor de R$ 35 para cada, para que nos levassem até o Poço Azul.

Este atrativo, fica localizado no distrito de Nova Redenção e tem uma distância de 47km desde o ponto de moto-táxi, sendo seus últimos 17,5km até o Poço Azul, realizados por estrada de terra.

Mapa para o Poço Azul desde Andaraí – clique no mapa para abrir o trajeto no Google.

No período de novembro a janeiro, a incidência de raios do sol não chega a atingir a água diretamente, porém o tempo de luminosidade interna é maior, sendo das 10h às 16h. Chegamos lá já por volta das 16h30, mas ainda assim valeu a pena.

A melhor época para avistar o feixe de luz do sol no Poço Azul, vai de 8 de fevereiro a 20 de outubro, nos horários entre 12h30 e 14h.

A profundidade do poço varia de 20m a 60m.

Custo da visitação é de R$ 15 / pessoa (pagamento em dinheiro).

Algumas fotos:

Mais ao Sul da Chapada Diamantina, encontra-se também o Poço Encantado, porém este nós não fomos visitar, pois já havíamos programado visitar uma atração semelhante mais próximo à Lençóis, que é o Balneário da Pratinha, que falarei mais adiante neste post.

Além do mais, no Poço Encantado não é permitido entrar na água, então seria outra viagem de 42 km desde Andaraí para fazer apenas contemplação e o custo, já mencionei acima, seria de + R$ 35 ou R$ 40 de cada para ir de moto-táxi, fora o valor da visitação e nosso orçamento estava meio contato.

Mas se você que está lendo aqui, pretende passear de carro pela região, não deixe de visitar!

A atração está localizada no município de Itaeté, custa R$ 20 e o fato da existência de peixes albinos, ou seja, uma espécie endêmica só desta gruta, é o motivo da proibição para o banho.

Mapa para o Poço Encantado, desde Andaraí – clique no mapa para abrir o trajeto no Google.

A melhor época para visitação é no inverno, onde a incidência da luz do sol ocorre nos horários das 10h até 13h30.

Assim como o Poço Azul, a profundidade varia de 20m a 60m e após 20 de outubro, a visitação já não fica tão bonita devido a ausência do raio de sol incidindo na água.

Em ambos, quando há a incidência do raio de sol, por ser tão transparente, perde-se um pouco a noção de onde está a água nos primeiros 60 cm de profundidade.


No dia seguinte (13), pela manhã resolvemos conhecer o Pantanal dos Marimbus.

A Fazenda Marimbus está localizada ao pé da vertente leste da Serra do Sincorá, na Chapada Diamantina e a área do pantanal, é uma grande planície inundável com uma rede de lagoas interligadas de águas mansas, alimentadas pelo rio Santo Antônio.

Fica a apenas 5km de distância do Camping Diamantino (mapa do trajeto), e como iríamos para Lençóis só por volta das 14h, tínhamos a manhã livre, então resolvemos dar uma passeada por lá.

O local também possui área de camping com churrasqueiras, é uma outra opção para quem chega de carro à região e pretende passar uns dias com a família.

O Pedro, dono do Camping Diamantino, fez contato com a fazenda  para checar sobre preços e horário para nós.

Infelizmente não me recordo o preço que pagamos, mas não era caro, algo na faixa de R$ 20/ pessoa para o passeio de canoa canadense e teríamos que pagar o moto-táxi para nos levar (R$ 4 de moto-táxi que atende a ida e volta).

Além da canoa canadense, que inclusive é o seu carro chefe, a fazenda possui outras atividades como observação de pássaros, pesca e stand up paddle.

Chegamos lá por volta das 8:30 e após aguardamos o funcionário da fazenda, que nos guiaria juntamente com outras famílias para o passeio, seguimos numa caminhada curta até a região dos alagados. No caminho ainda vimos um jabuti com o casco demarcado, mas que vive solto na natureza.

Abaixo algumas fotos do passeio:

Mais tarde, após voltarmos ao Camping Diamantino, era hora de desmontarmos acampamento e partirmos para a Rodoviária de Andaraí, mas antes de sairmos, Pedro fez questão que plantássemos uma Gameleira com ele, num espaço que já havia reservado para isso.

Pedro contou que sempre que um visitante vai embora, ele faz o convite para plantar uma muda em seu camping, pois além de ajudar a tornar o ambiente cada vez mais arborizado e fresco, é uma forma de deixar um pouco de cada visitante que passou por lá.

Entendo que futuramente, não haverá mais espaços para que sejam plantadas mudas, pois o terreno já estará com a capacidade esgotada, então esse momento acaba se tornando ainda mais especial, por sabermos que nós fomos agraciados por essa oportunidade e que sinceramente achei fantástica!

Jamais passamos por um camping que nos acolheu tão bem e que ainda faz uma despedida com o plantio de uma árvore! Fantástico!

Desejo de coração que Pedro e sua família tenham cada vez mais sucesso com o camping, ajudando a desenvolver o turismo local de Andaraí, pois há muito em que se investir na região ainda. Andaraí tem potencial, mas ainda é pouco aproveitado!

Abaixo segue um vídeo resumo dos passeios que fizemos até aqui, inclusive boa parte dele, reservei para a despedida com o plantio da Gameleira. Vale a pena conferir!

Sobre transporte na região da Chapada Diamantina:

Talvez você já deva ter lido ou ouvido falar, que a questão do transporte entre as regiões da Chapada Diamantina são um tanto escassas. De fato isso é realmente um problema, até mesmo em distâncias relativamente curtas, como é o caso entre Andaraí e Lençóis que tem uma distância de quase 100km uma para a outra.

Para irmos a Lençóis, pegamos um ônibus no terminal rodoviário (R$ 20 cada) e descemos em um bairro chamado Tanquinho, já pertencente a Lençóis.

Em Tanquinho, é muito comum as pessoas do próprio bairro, fazerem o frete até o centro Lençóis. Fazem isso pelo custo de R$ 10/ pessoa. Não demorou muito, um fiat uno chegou e nos levou até Lençóis.

Durante a viagem, fui conversando com o motorista e comentei que no dia seguinte, pretendíamos fazer os passeios pela região mais turística da Chapada Diamantina, como visitar alguma caverna, o Balneário da Pratinha e Morro do Pai Inácio, para vermos o pôr do sol, então o motorista se ofereceu para nos levar pelo preço de R$ 80 e aceitamos, pois os preços que havíamos cotado durante a nossa estadia em Andaraí, variavam entre R$ 100 e R$ 120.

Esse é o contato dele:
Eduardo – 75 9124 2776 ou 75 9171 2725

O motorista nos deixou em frente ao Cachoeira Hostel, o mesmo que ficamos logo que chegamos em Lençóis no dia 4 de janeiro, combinamos o horário das 8h com ele para nos pegar e fomos nos alojar no hostel. 😉

“Como contei no 1º relato sobre a Chapada Diamantina, o Cachoeira Hostel, tem preços a partir de R$ 40 o casal e vale a pena! #recomendo!”


Dia seguinte, 14 de janeiro de 2017

No trecho que relatei sobre os dias 12 e 13, contei um pouco sobre os passeios que fizemos na região Central da Chapada Diamantina. No trecho a seguir, conto sobre os passeios da região norte.

Mas antes de contar sobre estes, abaixo segue a lista do que visitamos e o mapa com o link para os trajetos, que você pode utilizar em seu smartphone:

Sobre os preços dos locais que são pagos, detalharei ao longo do post.

  • Poço do Pato e Poço do Diabo (grátis, paga só o que consumir e se fizer tirolesa – Pagamento em dinheiro);
  • Caverna da Torrinha (o valor varia conforme trajeto escolhido – Pagamento em dinheiro, mas aceita transferência bancária);
  • Fazenda Pratinha (aceita cartão de débito e crédito, mas leve dinheiro por precaução);
  • Morro do Pai Inácio (pagamento em dinheiro).

Mapa do trajeto turístico da Chapada Diamantina que fizemos – Partindo de Lençóis e terminando no Morro do Pai Inácio. Clique no mapa para abrir no Google.

Vamos ao relato dos passeios! 😉

Conforme combinado, o motorista chegou no horário certinho, às 8h em ponto e a 1ª atração que nos levou para visitar foi o “Poço do Pato” e o “Poço do Diabo”.

A atração é gratuita, fica localizada a apenas 20km de Lençóis e você paga só o que consumir no local, ou se optar por fazer tirolesa no Poço do Diabo, que foi nosso caso, pelo preço de R$ 25/ pessoa e somente em dinheiro.

Algumas fotos:

O 2º lugar que fomos visitar é a Caverna da Torrinha ou Gruta da Torrinha, que é uma atração que vale a pena visitar!

Os preços da atração são divididos pelos roteiros que o visitante pode escolher:

No total são três roteiros e ainda contempla uma visita ao Salão dos Cristais.

Abaixo alguns detalhes da tabela de preços: (Se estiver em grupo, é possível negociar o preço.)

  • Rota 1 custa R$ 25;
  • Rota 2 custa R$ 25;
  • Rota 3 custa R$ 30 – Salão dos Cristais custa R$ 10 adicional.

Nas rotas um e dois, existem as formações mais básicas de caverna, e como Rosana e eu já vimos muitas no PETAR, resolvemos conhecer a Rota 3 e Salão dos Cristais (R$ 40 cada um).

O pagamento é em dinheiro, porém o Seu Eduardo, dono do local, concordou que eu o pagasse via transferência bancária pela internet.

Também é possível almoçar por lá, pois tem restaurante no local. 😉

#Dica: Leve dinheiro em espécie, pois nem todo lugar aceita transferência ou débito / crédito.

Sobre a caverna da Torrinha:

Esta caverna foi descoberta em 1850 e está localizada em propriedade particular na cidade de Iraquara-BA, seu dono e zelador se chama Eduardo Figueiredo da Silva.

Aliás, Iraquara é conhecida como a cidade das grutas, pois abaixo da cidade existe um emaranhado de mais de 200 cavernas!

Mesmo se tratando de propriedade particular, a Caverna da Torrinha faz parte do Parque Espeleológico de Iraquara e esta pode ser chamada também, de Caverna das Raridades e o motivo, contarei mais adiante.

Até 1992 a caverna ainda era pouco explorada e era mais conhecida na região pelas pinturas rupestres na sua entrada.

Em julho do mesmo ano, uma espeleóloga francesa que estava visitando a caverna com seu grupo, parou em um ponto para descansar e observou que a chama de seu capacete estava se movimentando, devido a uma corrente de ar, que tinha origem de uma estreita passagem entre rochas desmoronadas e então, resolveu investigar.

Com isso, foi descoberto novos salões e a caverna passou a ter cerca de 8300m mapeados, gerando assim mais dois roteiros para visitação.

No geral é comum cavernas apresentarem formações com estalactites, estalagmites, formações chamadas de “cortina”, mas Torrinha é especial, pois possui formações bastante raras e de fácil acesso ao público (guia é obrigatório na visitação e os mesmos se encontram na recepção).

Dentro dela é possível ver formações de bolhas de calcita, helictites, como flores de aragonita, que são consideradas a formação mais rara em cavernas. Aliás a Torrinha tem uma helicitite com uma bela terminação em Flor de Aragonita e é única no mundo!

Dentro da Caverna, também existe uma formação que ganhou o apelido de “Réplica do Morro do Pai Inácio”. A formação lembra muito a representação das formações geográficas da Chapada Dimantina, bem como é claro, o Morro do Pai Inácio.

Existe uma área da caverna que é proibida para visitação ao público, pois existem formações tão frágeis que só o barulho podem danificá-las. São formações de cristais de gipsita, tão finos que se assemelham a um emaranhado de teias e levam o nome de “Cabelos de Anjo”.

“Para quem quiser ver algumas fotos desta formação chamada Cabelo de Anjo, achei um blog que tem belas imagens, segue o link do TerraSub Espeleologia.”

Sobre as “helectites”, tratam-se de espeleotemas encontrados em cavernas de calcário, que crescem de forma diferente das estalactites, pois surgem na vertical, mas ganham outros eixos em sentidos aleatórios (na minha percepção, parecem muito com bolinhos de chuva pendurado no teto 😛 ).

Algumas fotos:

Fontes referentes às informações postadas acima:

 

Após Caverna da Torrinha, seguimos para a Fazenda da Pratinha.

De todos os lugares que visitamos na Chapada Diamantina, esse sem dúvida é o mais explorado de forma turística e comercial.

A Fazenda Pratinha possui uma ótima estrutura para atendimento ao público, inclusive com fraldários nos banheiros. Trata-se de um belo balneário de águas cristalinas e com duas grutas para visitação, sendo a Gruta da Pratinha e a Gruta Azul.

Além do balneário e visitação às grutas, é possível fazer tirolesa, andar de pedalinho, stand up paddle, flutuação, tirar fotos subaquáticas e também almoçar por lá no restaurante.

Abaixo segue a tabela de atividades e preços da Fazenda Pratinha:

  • Entrada: R$ 30 / pessoa e dá direito a visitar as duas grutas;
  • Tirolesa: R$ 20;
  • Flutuação: R$ 40 / pessoa;
  • Pedalinho, caiaque e stand up paddle:  R$ 20 / pessoa por 25 minutos;
  • 25 Fotos subaquáticas: R$ 60 o casal  ou  R$ 90 para três pessoas, que dá direito a 35 fotos no total;
  • Restaurante por quilo: 4,90 / 100g

Contatos:

O lugar sem dúvida é muito bonito e apesar do preço sair meio salgado, já que só para entrar é preciso pagar R$ 30, a visita vale a pena.

Rosana e eu fizemos apenas a flutuação dentro da Gruta Pratinha e acabamos nem visitando a Gruta Azul, pois nosso tempo estava começando a ficar escasso e queríamos ainda subir no Morro do Pai Inácio antes do pôr do sol.

Assim como a Gruta do Poço Azul em Andaraí, ou o Encantado em Itaeté, existe uma melhor época para se visitar a Gruta Azul na Fazenda Pratinha, esse período vai de Abril a Setembro, entre o horário das 14h e 15h, onde recebe o feixe de luz solar, gerando um efeito bem bonito na água de cor azul.

Sobre a flutuação, consiste em um passeio guiado, para dentro da Gruta Pratinha, num trajeto de 150 m, onde cada visitante deve ir de colete, pés de pato, snorkel e lanternas. Esse material é todo fornecido pelo parque e cada grupo recebe instruções de como se portar no passeio.

Adoramos, foi uma ótima experiência!

Abaixo algumas fotos da Fazenda Pratinha:

Após sairmos da Fazenda Pratinha, era hora de seguirmos para o Morro do Pai Inácio

Chegamos ao estacionamento da base do Morro do Pai Inácio, quase às 17h.

O local é administrador pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes) e é cobrado um valor de R$ 6 por visitante, que devem ser pagos em dinheiro.

A trilha para a subida, não oferece grandes dificuldades técnicas e pessoas de quase todas as idades podem visitar.

Por se tratar de uma subida, se o visitante for sedentário sentirá um pouco de dificuldade devido ao esforço, mas nada que uma boa força de vontade para chegar ao topo não resolva para se chegar em até 30 minutos de trajeto.

Agora se você está em forma, não levará mais que 15 minutos até o alto do platô.

Esse ponto turístico é o cartão postal da Chapada Diamantina e de lá do alto, é possível avistar boa parte da cadeia da formação rochosa da Chapada.

Sem dúvida alguma valeu a pena ter ido lá no final da tarde, pois as cores do entardecer favorecem a beleza da paisagem! 🙂

Abaixo seguem algumas fotos do Morro do Pai Inácio:

Segue também o vídeo resumo dos passeios que fizemos:

Bom é isso! 😉
Espero que tenha gostado! Se tiver qualquer dúvida, basta deixar um comentário, que responderei.


Rodrigo

Rodrigo

Designer gráfico, profissional do marketing, analista de mídias sociais, fotógrafo e trilheiro nas horas vagas.

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