No carnaval de 2018, fizemos um circuito bem bacana na região da Serra do Cipó, para que fosse possível levar os filhos de nossas amigas Marcia e Vânia.

Para andar na região da Serra do Cipó, sempre pego dicas e informações com os amigos Robson Oliveira, do grupo de caminhadas “Trilhando! (Trekking e Natureza)” e Francisco de Asssis, autor do blog “Chico Trekking“.

Então nada mais merecido, que ter aqui os agradecimentos aos dois, por ajudar com dicas para este roteiro! 🙂

O nosso muito obrigado ao Robson e Chico!

Observação: Por pertencer ao Parque Nacional da Serra do Cipó, esta área que visitamos na região entre Duas Pontes e Santana do Riacho, só é permitido acampamento mediante autorização.

Este foi o tracklog gerado de nosso percurso:

Para visualizar todas as fotos desta viagem, acesso nosso álbum no flikr.

Vídeo resumo da viagem:


Vamos ao relato!

1º dia – 10/02/2018

Iniciamos nosso percurso a partir da Pousada Duas Pontes, onde deixamos nossos carros estacionados pelo valor de R$ 10/dia. Notamos que é bem comum as pessoas deixarem os carros lá para fazer trilhas na região.

O percurso que fizemos foi bastante leve, pois estávamos com duas crianças de 10 anos, porém mesmo leve, é preciso algum preparo.

Como você pôde ver no tracklog mais acima, a caminhada é basicamente uma linha reta, mas com um declive um pouco acentuado após a cachoeira “Congonhas de Baixo”.

Como iniciamos a caminhada já por volta das 15h40, seguimos nosso destino em direção a “Cachoeira do Tombador”.

Às 17h30 fizemos uma rápida parada na 1ª cachoeira, a Congonhas de Cima, depois fomos seguindo a trilha paralela ao rio Ribeirão de Congonhas, fazendo uma nova parada às 18h10 na cachoeira “Congonhas de Baixo”.

Curiosidade: 

A formação rochosa desta região é basicamente composta de quartzito e sempre apontam para o Oeste.

Durante a descida, uma de nossas amigas teve problemas com um de seus pés, que estava se recuperando de uma lesão ainda recente, então seguimos em um ritmo mais lento para dar suporte, chegando assim, à Cachoeira do Tombador já por volta das 21h.

Algumas fotos deste dia

2º dia – 11/02/2018

No nosso segundo dia, logo pela manhã e após o café, já fomos aproveitar a Cachoeira do Tombador.

Por volta das 10h50, partimos do nosso local de pernoite e tínhamos planos de seguir uma rota até a Cachoeira do Palmital, porém a rota que eu havia traçado, não deu certo.

O trajeto passava por uma área de mata muito fechada e só nos fez perder um bom tempo. Então resolvemos apenas seguir para a Cachoeira das Andorinhas para aproveitarmos mais.

Durante o caminho, nossa amiga Manu, ainda sentia que seu pé não estava legal para continuar, então ela e Edmar resolveram abortar a caminhada.

No local existe uma trilha basicamente em linha reta, seguindo a oeste, que leva até a portaria do Parque Nacional, já na região de Santana do Riacho. Inclusive essa é a trilha oficial do parque.

Então eles seguiram por ela até chegar na cidade e conseguir uma carona até a Pousada Duas Pontes.

Sobre a “Cachoeira das Andorinhas”, é um local fantástico e vale muito a pena a visita e ficar algumas horas por lá e foi o que fizemos.

Por volta das 16h10, deixamos a Cachoeira das Andorinhas e seguimos rumo a Queda de Congonhas de Baixo, onde acampamos neste dia.

A caminhada desde as Andorinhas até lá, levou cerca de 1h30.

Ainda foi possível aproveitarmos a cachoeira antes de montarmos as barracas, o dia todo foi ensolarado, então as cachoeiras do dia, vieram bem a calhar.

A noite foi caindo e a Rosana tratou de preparar a janta para todos, o que incluía macarrão com direito a muito bacon. 🙂

Algumas fotos deste dia

3º dia – 12/02/2018

Por volta das 8h40, deixamos o nosso local de acampamento seguindo de volta, para a Pousada Duas Pontes para pegarmos os carros. De lá seguimos para Conceição do Mato Dentro para tentar visitarmos a “Cachoeira do Tabuleiro.”

Durante o dia tentamos contato com o Ed e a Manu, mas sem sucesso para informar onde estávamos e o que faríamos.

Chegamos à portaria do Parque do tabuleiro já por volta das 14h10, porém o limite de horário permitido para entrada é às 14h. Então precisávamos encontrar algum camping próximo para conseguirmos visitar a Cachoeira do Tabuleiro logo pela manhã do dia 13.

Um dos funcionários do parque do tabuleiro, nos indicou para irmos ao Camping do Poço do Pari e assim o fizemos.

Para quem também tiver interesse em ficar neste camping e aproveitar para nadar, segue o mapa com a localização! Note que é bem próximo do Parque Natural Municipal do Tabuleiro:

Fomos aproveitar para nadar no Poço do Pari e mais tarde, fomos para o centrinho comer alguma coisa e assistir ao carnaval de rua.

Algumas fotos deste dia

4º dia – 13/02/2018

Levantamos bem cedo e após tomarmos café da manhã, seguimos para visitar a Cachoeira do Tabuleiro.

Ainda pela manhã, falamos com Ed e Manu porém não conseguiriam chegar a tempo para visitar a cachoeira, então marcamos de nos encontrar em Santana do Riacho mesmo, pois passaríamos por lá na hora de irmos embora.

Pouco além das 8h30, já estávamos em frente a portaria, para preenchimento das autorizações e entrada para o parque.

Depois de entramos, fomos rapidinho até o mirante para tirarmos fotos da vista da cachoeira à distância.

Lá no mirante fizemos uma nova amizade, Ediceu Pereira, que costuma acompanhar os relatos do nosso blog e também do blog do Augusto.

Ele reconheceu a mim e Rosana pelas fotos e veio se apresentar, bem como também tirar algumas dúvidas sobre onde deixar sua cargueira, pois ele estava concluindo a Travessia da Lapinha ao Tabuleiro.

A Cachoeira do Tabuleiro é a maior de todo o estado de Minas Gerais e a 3ª maior do país, com 273 m de queda livre.

Também é possível fazer a trilha para visitar seu topo, porém como estávamos com tempo apertado, apenas visitamos seu poço com sua imensa queda.

O caminho segue boa parte com calçamento e degraus, até chegar ao leito do rio, onde é necessário seguir pelas pedras.

Cauê e Caio foram na frente comigo e logo alcançamos o pessoal dos bombeiros, que atuam como salva-vidas para o caso de algum turista precisar de socorro.

Por volta das 9h50, chegamos ao poço da Cachoeira do Tabuleiro.

Com a forte queda d’água, acabava gerando um forte vento frio com gotas de água, como se fosse uma chuva com vento.

Depois de nadarmos na água super gelada, ficamos um tempo por lá para tirarmos algumas fotos e apreciar a imensa cachoeira.

Algumas fotos deste dia


Leia também:

Travessia Lapinha x Tabuleiro

Travessia Extrema a Fechados – Serra do Cipó

 


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Rodrigo Hortenciano

Designer gráfico, com MBA em Marketing, atuando atualmente com como analista de mídias sociais. Sempre que possível gosto de fazer uma trilha, acampar, ou viajar para algum lugar longe da muvuca e geralmente gastando bem pouco ;)

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