Às 5h do feriado de 12 de outubro, partimos em cinco para Ubatuba.
Descemos pela rodovia Oswaldo Cruz, pois possuíamos informações de que a Rodovia dos Tamoios estava em obras.
Chegamos no local de estacionamento às 10h, que fica na entrada da Reserva Indígena Renascer, onde deixamos o carro aos cuidados da família de Lindolfo e Sebastiana, na rua Japonês.

Mapa do local do estacionamento:

Vídeo resumo:

Pico Corcovado – Ubatuba, SP – 12 e 13-10-2013

Vídeo antigo da nossa pernada para o Pico do Corcovado em Ubatuba.Relato em: http://www.exploradores.com.br/pico-corcovado-praia-de-maranduba/Fotos: https://www.flickr.com/photos/exploradoressp/albums/72157636638616735/with/10319673946/

Publicado por Exploradores em Quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

 

Importante: Caso pretenda acampar, contate a central do Parque Estadual da Serra do Mar (PESM) – Núcleo Picinguaba, com antecedência a fim de verificar reservas, autorizações e disponibilidades.
Os contatos são: agendamento.picinguaba@gmail.com
Tel.: (12) 99707 2426 / Recado (12) 3833 6552

Atualizado em 14-11-2018 :

Atualmente não é mais possível realizar atividades no local desacompanhado de guia.

 

Abaixo o motivo da medida:

“…aventureiros inexperientes, estavam fazendo fogueira lá em cima, subindo com galão de gasolina… desmatando para colocar mais barraca de camping…”
Por – Thalita Guirado, PESM – Núcleo Picinguaba 

Informação na íntegra sobre a necessidade de guia:

Boa tarde Rodrigo,

Somente Guia ou Agência com Cadastur poderá realizar atividades no Pico do Corcovado, mediante autorização prévia.

No site  https://cadastur.turismo.gov.br é possível se informar sobre os guias do município. Você entra em contato com o guia de sua preferência depois o mesmo realiza o agendamento conosco conforme disponibilidade.

Ressaltamos a importância dareserva ser solicitadaem tempo hábil para os trâmites de documentação,no mínimo 4 dias úteisantes da data solicitada.

 A confirmação do agendamento só é realizada mediante ao envio de todas as documentações necessárias e a retirada da Confirmação de Reserva e Carta da Policia Militar Ambiental de Ubatuba.

Qualquer dúvida estamos à disposição.

Att;

Thalita Guirado
Equipe Uso Público
PESM – Núcleo Picinguaba
npicinguaba.agendamento@fflorestal.sp.gov.br”

 


 

Relato:

Caso seja usuário de GPS, você pode baixar esse tracklog do Otávio Neto, que está muito bem feito.

Após tudo arrumado e algumas fotos, começamos nossa pernada.

Seguimos pela estrada de terra, paralelo ao campinho e fomos seguindo o percurso até encontrarmos um rio.

À esquerda, pouco antes da margem, existe uma trilha que sobe um pouco em paralelo ao rio, dando acesso a travessia por um caminho de pedras, sem necessidade de molhar os pés.

Nessa parte, por ser mais úmido existe mais vegetação, o que pode confundir os menos experientes a continuar na trilha.

Aqui também começa a 1ª fase de subida e logo mais uma descida que sai em um ponto de água e a trilha toda, no geral, é bem demarcada e não há como se perder.

Depois desse ponto de água, o percurso todo é de subida, e será possível encontrar outro ponto de água já quase na crista. Então fique atento sobre os pontos de água.

A trilha sobe quase que sempre em mata fechada e algumas vezes, é possível olhar para trás, avistar a costa e ter noção da altitude.

No decorrer da caminhada, Rosana e eu fomos deixando o restante do grupo mais atrás.
Marcelo e Edmar acompanharam a Suellen na subida.

Pouco antes das 12h, Rosana e eu alcançamos a chamada “Igrejinha”, que é um aglomerado de pedras.
Pouco adiante na trilha, a uns 30 m, existe um mirante onde é possível avistar a praia.

Fotos do começo até o Mirante

Por volta de 14h40 alcançamos a área de acampamento 1, que já fica bem próximo à crista e ao último ponto de água.

Continuamos nossa caminhada e após 20 minutos chegamos ao mirante que dá visão para o Pico do Corcovado.
Já estávamos acima da neblina e a nossa vista em direção ao oceano parecia um imenso tapete branco.

Ao chegar no último trecho de subida, encontramos 3 pessoas que iniciaram a pernada cerca de 30 minutos antes de nós.
Era um senhor acompanhado de seu filho Tiago Borges, do Blog Fé no Pé, e seu genro para o mesmo local que nós.

Rosana eu tomamos a dianteira e seguimos nosso caminho para o Pico do Corcovado, que alcançamos às 15h20.

Tiramos fotos, filmamos, gritamos para fazer eco, montamos acampamento, Rosana tomou banho de gato, trocamos de roupas e nada do grupo chegar…

Até que começaram a responder os meus gritos para após cerca de 30 minutos la em cima, mas ainda estavam longe.
Marcelo e Edmar chegaram apenas às 17h10, sem a Suellen.

Tirei algumas fotos do Marcelo e seguiu ao Encontro dela para pegar sua mochila e subirem juntos, pois ela estava exausta e ao ponto de desistir.

Fotos do primeiro ponto de acampamento até o Pico do Corcovado

Não demorou muito, e logo que iniciou a descida, Marcelo já a encontrou no caminho e trouxe sua mochila.

Sua chegada foi recebida com emoção das lágrimas de superação e palmas de todos nós do grupo por ela não ter desistido.

O final de tarde estava ótimo, o grupo de Pindamonhangaba (Fé no Pé) montou acampamento mais ao leste do Pico do Corcovado, Edmar e Marcelo montaram as barracas ao lado da nossa.

Rosana e Suellen foram para a “cozinha” preparar o jantar.
O cardápio era sopão, calabresa, seleta de legumes, arroz, feijão e farofa.

Enquanto isso, nós homens jogávamos conversa fora.

Depois do jantar, as garotas foram dormir e ainda não tínhamos sono, pois eram 19h e ficamos conversando.

Marcelo havia deixado sua mochila aberta no gramado todo esse tempo, quando foi arrumar, havia uma surpresa, uma aranha caranguejeira que estava lá à espreita de uma presa fácil.

Edmar quem a avistou e deu o alerta para o Marcelo tirar as mãos da mochila, eu a tirei com um graveto e deu um certo trabalho, pois o bicho é forte e agarrava com firmeza na mochila.

Comecei a provocá-la para que exibisse suas presas e deu pra ver que seria uma picada bem dolorida se ocorresse tal acidente.

Após colocá-la no gramado, tentava espantá-la para a mata, então a aranha esfregava seu traseiro para liberar pelos urticantes, a fim de causar alguma possível irritação aos olhos e narizes caso estivesse perto.

Fotos das mulheres fazendo a comida e da caranguejeira na mochila do Marcelo

Após isso, fomos até nossos vizinhos de Pinda trocar algumas figurinhas sobre trilhas, permanecemos lá por quase meia hora e depois seguimos para a parte íngreme do pico.

Marcelo sentou na pedra mais alta, Edmar e eu na pedra mais ao solo.
Ficamos conversando sobre vários assuntos esperando o sono chegar, avistamos uma coruja com cerca de 60 cm de envergadura caçando no pico.

Não demorou muito e o 2º bicho que queria se aproximar do Marcelo apareceu.
Era uma Lonomia Obliqua, uma espécie de lagarta venenosa que pode causar até a morte, derrubei-a da pedra, mas ela subiu novamente, derrubei outra vez e não a vimos mais.

Fomos dormir por volta das 22h.

Levantamos às 5h10 para ver o nascer do sol e estava frio, acredito que entre 12°C ou 13°C e com ventos fortes.

O pessoal de Pinda veio ao campo para assistir o nascer do sol e conversar conosco também.

Tiramos fotos, filmamos, depois tomamos um café reforçado, desmontamos acampamento e iniciamos nossa descida às 7h com a intenção de tomar banho de mar \o/.

Logo na saída do Pico do Corcovado para a trilha, existia um filhote de cobra coral verdadeira passeando, provavelmente seu desejo era tomar sol na trilha para se aquecer.
A cobra não queria saber de ser filmada e fotografada, se esgueirou para um pequeno arbusto para se esconder de nós.

Fotos do Nascer do Sol + início da nossa descida

Iniciamos a trilha e não demorou muito, Rosana tomou a dianteira deixando todos para trás. Fiquei por
último pois queria tirar algumas fotos, já que no dia anterior a neblina impossibilitava isso.

Poucos minutos depois, ultrapassei o estante do grupo e alcancei Rosana.

A descida para mim foi um pouco puxada e fiquei com as pernas bem doloridas por cerca de 3 dias, sem contar que acabei machucando o joelho também.

Por volta das 10h, Rosana e eu chegamos à casa de Sebastiana.
Nos trocamos, colocamos chinelos e esperamos o restante, que só chegou às 11h15.

Marcelo, Edmar e Suellen, foram tomar um banho no rio para relaxar.

Após isso, colocamos as coisas no carro, despedimos-nos e fomos em busca de algo para comer na praia.

Marcelo, Edmar e eu tomamos banho de mar, pegamos algumas ondas mergulhando.

Depois todos nós, exceto a Suellen que preferiu descansar em um guarda-sol, fomos até uma ilha de banana boat, pela bagatela de R$ 10/ cada um.
Ficamos por lá um tempo, demos uma passeada pelo lugar e depois o barco veio nos buscar.

Posso dizer e creio que todos possam também, que foi um fim de semana bem aproveitado, tudo na medida certa e sem pressa.
Um fim de semana com trilha, acampamento, diversão e praia para relaxar finalizando com chave de ouro.


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Rodrigo Hortenciano

Designer gráfico, com MBA em Marketing, atuando atualmente com como analista de mídias sociais. Sempre que possível gosto de fazer uma trilha, acampar, ou viajar para algum lugar longe da muvuca e geralmente gastando bem pouco ;)

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